sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cientistas descobrem novo roedor amazônico

Uma das regiões mais ricas em biodiversidade no planeta acaba de ficar ainda mais abundante em espécies. Dois pesquisadores americanos descobriram, no lado amazônico dos Andes, um simpático roedor até então desconhecido, parente de bichos que estão presentes também na Amazônia brasileira.

Bruce Patterson e Paul Velazco, do Museu Field de História Natural, em Chicago, descreveram a nova espécie na última edição da revista científica argentina “Mastozoología Neotropical”. O animal faz parte de uma colheita muito maior de espécies na Reserva Biológica de Manu (sul dos Andes peruanos): três anos de pesquisa lá revelaram um total de 11 outras espécies, entre gambás, morcegos e roedores.

O nome científico do bicho, com pêlo marrom espesso e sedoso e tamanho próximo ao de um esquilo, é Isothrix barbarabrownae. Ele faz parte do grupo dos torós, roedores que normalmente são escaladores e vivem entre árvores e trepadeiras da floresta amazônica. Aparecem tanto nas terras baixas amazônicas do Brasil quanto na mata atlântica, mas a nova espécie foi achada num habitat de altitude superior a 2.000 m.

O único espécime que os pesquisadores conseguiram coletar até agora foi abatido por um tiro certeiro de espingarda de Patterson (é a prática comum entre os cientistas que descrevem novas espécies, porque sacrificar o animal permite uma análise morfológica detalhada). Nem os moradores da região conheciam o bicho. Agora, eles esperam conseguir mais exemplares para elucidar seus hábitos e sua história evolutiva.

Foto: Divulgação 
Divulgação
Pesquisadores seguram animal recém-descoberto para fotografá-lo

 


Dragoa virgem tem filhotes

Flora, um dragão de Comodo fêmea que nunca se acasalou ou mesmo conviveu com um macho, tornou-se mãe e pai de cinco filhotes, nesta semana, afirmaram cientistas britânicos na quarta-feira (24).

Os pesquisadores anunciaram em dezembro, na revista "Nature", que Flora havia fertilizado seus ovos sozinha, sem a contribuição de qualquer macho, em um processo conhecido como partenogênese ou "nascimento virgem".

"Quando o primeiro dos bebês saiu do ovo, não sabíamos se deveríamos dar uma xícara de chá para Flora ou dividir com ela um charuto", afirmou Kevin Buley, curador do zoológico Chester Zoo, na Inglaterra, onde vivem o animal e sua cria. Flora e seus filhotes passam bem.

Outras espécies de lagarto podem fertilizar seus próprios ovos por meio da partenogênese, mas Buley e sua equipe disseram que essa era a primeira vez que o processo acontecia com dragões de Comodo, os maiores lagartos do mundo. Dois ovos fertilizados continuam na incubadora do zoológico.

Os filhotes de Flora mediam entre 40 e 45 centímetros e pesavam até 125 gramas quando saíram dos ovos. Eles estão sendo mantidos em uma área especial do zoológico, com uma dieta à base de grilos e gafanhotos.

"Ainda não nos decidimos sobre quais serão os nomes deles. Como os dragões de Comodo podem viver até 40 anos de idade, queremos dar-lhes os nomes propícios", acrescentou Buley.
(Um dragão de Comodo pode alcançar mais de 3 m de comprimento e cerca de 150 kg quando adulto. )